China quer penalizar Google pela saída do país
- 23 Março 2010
- 14 Leitores
- Comentar
- Imprimir
-
Envie este artigo
O governo de Pequim já reagiu à decisão da multinacional californiana que encerrou definitivamente o Google.cn, que estava sujeito à rígida censura do Poder Central local. Para o regime chinês, esta é uma decisão «totalmente errada», a que o Estado irá em breve responder, utilizando as vias legais a fim de penalizar esta acção levada a cabo pela Google, que «estava obrigada a respeitar as normas do mercado» em que actuava, «como qualquer empresa tem de o fazer».
A “guerra” de palavras entre a empresa norte-americana e o Poder Central daquele país asiático já dura há vários meses, desde que a Google decidiu não continuar a ceder à censura imposta pelo Governo chinês, que impedia o acesso a determinados conteúdos considerados «impróprios» pelo regime de Pequim. As relações entre a multinacional tecnológica e Pequim pioraram depois de uma série de ataques de pirataria informática, cuja origem foi identificada como tendo partido de indivíduos com uma conexão em território chinês.
Recentemente, alguns responsáveis pelo sector de internet daquele país asiático, citados pela empresa noticiosa estatal, mas não identificados, afirmaram que a China nada tive a ver com as intromissões cibernéticas de que a Google foi alvo, negando terminantemente essas incriminações, e acusando a multinacional canadiana de violar o acordo assinado aquando da entrada no país.
A partir de agora os cidadãos chineses poderão aceder ao novo portal não censurado (google.com.hk), que poderá ser encontrado por entrada directa no endereço ou através do redireccionamento automático do portal antigo, que já deixou de estar activo. No entanto, o Poder Central de Pequim já veio advertir que essa medida não irá ter efeitos práticos, uma vez que as suas firewalls irão continuar a impedir o acesso aos conteúdos que já eram bloqueados no anterior endereço da Google naquele país.
